terça-feira, 22 de setembro de 2009

será?

Quando, há uns meses atrás, passei no Terreiro do Paço e olhei para a ala direita (junto ao rio) para ver em que pé estavam as intermináveis obras (ainda não terminadas), pus em causa a minha sanidade mental enquanto jurava a pés juntos ter visto uma pista de carrinhos de choque ali plantada. Desolhei. Olhei de novo, desta vez um pouco melhor, com uns olhinhos bem abertos e absorventes... Enganei-me! Suspiro... Mas então o que são? São os "jardins portáteis", concluí após uma (muito) breve pesquisa no google, que me veio clarificar a nova criação de Leonel Moura para aquele pedaço de Lisboa, que, não desfazendo o seu criador, me vêm lembrar os prédios coloridos de Chelas. Pior que isso, embrenhei-me mais uma vez na possibilidade de uma resposta ao design português e parece-me muito claramente que nos afastamos cada vez mais dessa hipótese. O que há de Portugal naqueles carrinhos onde nos podemos sentar ao lado de umas oliveiras plantadas? Apenas as Oliveiras e, possivelmente, as pessoas que lá se sentam. Estou desaustinada, fiquei totalmente entorpecida e baralhada com aquela forma "cogumelar" que vem lembrar alguns objectos coloridos e arredondados nada portugueses.. É uma opinião, claro está, mas não concordo com a insersão nem com a utilidade (certamente criativa, não duvido) daqueles pequenos cartoons em rivalidade com a mística sensação que podemos sentir na Praça que está mesmo ao atravessar da estrada...