quarta-feira, 10 de junho de 2009

about MUDE

Pessoas muito simpáticas à entrada. Um espaço que parece bastante simpático e de facto o é. Em contrapartida, e para quem já teve a felicidade de visitar alguns museus de design noutras cidades da Europa, o MUDE parece ser ainda muito pequenino no que toca ao conteúdo. Não significa que seja mau. As peças que tem são, com uma ou outra excepção, muito boas e fulcrais no panorama do design mundial e devo dizer que ver algumas daquelas peças ao vivo não é senão uma honra... Mas penso que deviam aproveitar para ali expôr e dar a conhecer algumas coisas portuguesas, algo que não se vê muito, nem mesmo no design de moda, em que já vingámos alguns nomes... Mas enfim, esperemos que venha a crescer mais um pouco nestes parâmetros (e noutros, fora das suas portas).
Enquanto passeava e enchia os olhos de coisas boas e de outras não tão boas, reparei, pelo rabinho do olho, num objecto delicioso, imaculado, maravilhoso... Então corri para ele e ali me deleitei, com vontade de me sentar e ficar a namorá-lo horas a fio... O mau dos museus, acho, é a barreira invisível (e isso torna-a pior ainda) que se estende num plano até aos céus entre o objecto e o observador... É HORRÍVEL... Não existe mas as infinitas placas onde se lê "NÃO MEXER" e o próprio bom senso, tal como as longínquas vozes que ouvíamos na infância; "não é para mexer", vêm criar uma espécie de obstáculo mental; embrenhamo-nos de tal forma naquele objecto que quando estamos quase a viajar por ele aparece uma luz vermelha e de imediato nos afastamos... Depois vem de novo a concentração naquela forma, naquele objecto, naquele tempo, naquela beleza... e de novo a luz vermelha "ESTÁS DEMASIADO PERTO!".
Mas a vontade de tocar, de passar os dedos nas suas arestas exactamente medidas, naquela geometria harmónica que faz de objectos dos anos 60 objectos absolutamente actuais, não chega nunca a desvanecer...
Às vezes uma característica infima numa pessoa faz-nos gostar dela sem percebermos bem porquê. Eu gostei do mude, sem perceber bem a realidade deste acontecimento em mim...
Vou lá voltar...
Viva o design alemão, viva aquele rigor que gela as veias!
É a minha peça favorita!
Thanks Dieter!


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