sábado, 28 de março de 2009

poluição visual

O design é tudo, alguém um dia me transmitiu tal ensinamento. Mas no que toca ao que nos chega, ao que vemos, por onde andamos e ao estado daquilo que somos obrigados a consumir brutalmente, todos os pequenos ou grandes ângulos sempre me parecem não conhecer ou, para sua prórpia conveniência, simplesmente ignorarem o facto de o design ser (ou não) tudo! Basta sair de casa, e penso que aqui é em sintonia com todos que sinto ser invadida... em todos os destinos de (quase) todos os olhares. Talvez no cada vez mais desterrado interior norte do país possam dizer o contrário. Espero que sim! Comprar o jornal, liga a televisão, entrar no autocarro. A desorganização caótica, agora inevitavelmente intrínseca em todas estas realidades, invade os nossos olhos, as nossas mentes e as coisas sobre as quais ELES querem que pensemos durante todo o dia!
Mas o que realmente me aterra é o momento em que regresso a casa, me enterro no sofá por uns minutos e penso no meu descanso... até ligar a TV. No momento exacto do primeiro frame já tenho a cabeça posta em ideias nas quais não quero pensar.. A poluição momentânea de um inocente episódio, do telejornal, até aos desenhos animados mais infantis, é invasiva e desnecessária. Notícias flash, notas de roda-pé, pequenos e saltitantes quadrados que mostram o que vai dar a seguir... Até que ponto podemos controlar o nosso sossego, a nossa paz mental, em deterimento daquilo que alguém teme que não seja consumido de uma forma selvagem? Hoje não vou ver televisão. Mas tenho de sair de casa...
O design é tudo? Para alguns, eu acho...
Oiçam Lewis Black...

Até à próxima



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